Às vezes o amor é como um balão


posted by Tiago Peçanha

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Quando iniciamos qualquer tipo de relacionamento sempre nos questionamos se estamos sendo pegajosos demais. Se estamos demonstrando interesse abusivo. Até se estamos nos apegando e mostrando excessivamente nossa parte carente e sensível. O amor passa a ter marcado em si uma métrica, uma medida, uma régua. E é aí que pecamos. O amor não precisa de medidas.

Se sentimos vontade de demonstrar, nos contemos. Se sentimos desejo e ânsia por um abraço, nos contemos. Se sentimos que precisamos ter a pessoa por mais tempo, por mais minutos, segundos, milissegundos ou pela eternidade, nós também nos contemos. Inventamos um freio de mão para nossa felicidade pensando instantaneamente que o apego exagerado é desnecessário, mas que o desapego exagerado também é desnecessário. Vivemos na metade da balança onde já não há mais espaço para tantos indecisos e desamparados.

Para amar não precisa se conter. O amor bom é o exagerado, é o que o seu coração vazio precisa: de rajadas mais cheias e fortes de paixão. Ele não precisa ser enchido com miseras gotas. Isso leva a eternidade.

Não é questão de evitar contato, evitar se mostrar interessado ou apaixonado que manterá o amor vivo.  Às vezes ele é como um balão: é preciso deixar a chama sempre acessa para que ele nunca se desmanche.  

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